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Medo do PCC

Policiais com metralhadoras protegem juízes em Vara de Execuções

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O prédio da Vara de Execuções Criminais de São Paulo, localizado na rua Brigadeiro Luís Antônio, está tomado por Policiais Militares com metralhadoras e coletes à prova de bala. Eles ficam na garagem privativa, no 12º andar onde trabalham os juízes, no 11º andar e na portaria. Ninguém pode subir o elevador até o 12º andar junto com um juiz. E se quiser ir até o 12º, haveria a necessidade de passar pela revista policial no 11º andar. O forte esquema de segurança montado serve para proteger os juízes contra um suposto atentado do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os juízes da Vara de Execuções Criminais estão trabalhando sob tensão desde que se informou que um tiro teria sido dado, no 11º andar, na noite da última quarta-feira (14/3). O juiz corregedor titular, Octávio Augusto Machado de Barros Filho, teria passado a usar um colete à prova de balas, carro com seguranças e escolta policial. Desde quinta-feira, foram colocadas escoltas de aproximadamente 20 Policiais Militares no prédio todo. Suspeita-se que o tiro teria sido um aviso do PCC, que já chegou a ameaçar os juízes e promotores pela imprensa. Além disso, foi assassinado Gilmar Mariano de Limade, presidente de uma Ong que cuidava de assuntos dos presidiários na Vara de Execuções. Em seu escritório, onde foi encontrado morto na semana passada, estava escrito na parede as letras "PCC".

O esquema de proteção dos juízes está causando a irritação dos funcionários, que se sentem desprotegidos. Eles afirmam que na portaria ninguém é barrado pelo policial militar. A segurança maior acontece nos elevadores, 11º e 12º andares e garagem privativa, onde os juízes têm mais acesso. Funcionários também temem que algo lhes aconteça.

Revista Consultor Jurídico, 19 de março de 2001.

 é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Revista Consultor Jurídico, 19 de março de 2001, 0h00

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