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Ex-hacker no Judiciário

Ministério Público do Rio contrata ex-hacker para investigações

O Ministério Público do Rio de Janeiro contratou o ex-hacker, Wanderley José de Abreu Júnior, para ajudar nas investigações eletrônicas do Estado. O contratado que invadia páginas na Internet é um ex-hacker confesso. Ele foi nomeado chefe dos Assistentes Técnicos da Coordenadoria de Investigações Eletrônicas para prestar serviços ao Ministério Público juntamente com a sua empresa.

O ex-hacker foi um dos responsáveis pela "Operação Catedral", em que foram investigados e encontrados mais de 50 computadores no Rio, suspeitos de pedofilia na Internet. Esta semana, ele concedeu entrevista ao Jornal do Brasil. Segundo a notícia, enquanto as 30 pessoas da segunda operação estão prestando depoimento, os processos das outras 27, como resultado da primeira operação, estão parados.

Ele disse que o juízo do Estado declarou-se incompetente para julgar os processos e trancou-os. "Argumentaram que os casos infringiam o Estatuto da Criança e do Adolescente, por serem de pedofilia, e portanto deveriam ser julgados em instâncias federais', contou ao jornal. O MP entrou com recurso em instância superior para destrancar.

Veja a nomeação do ex-hacker para exercer o cargo no MP.

Atos do Procurador-Geral de Justiça de 12.01.2001.

Nomeia Wanderley José de Abreu Junior, Analista de Sistemas, para exercer o cargo em comissão de Assessor, símbolo DAS-7, da estrutura básica da Procuradoria-Geral de Justiça, do Quadro Permanente do Estado do Rio de Janeiro, em vaga decorrente da exoneração de Cristina Andrade Nader de Souza, matricula nº 2.230.

Designa Wanderley José de Abreu Junior, Analista de Sistemas, para exercer as funções de Chefe dos Assistentes Técnicos da Coordenadoria de Investigações Eletrônica, criada pela Resolução GPGJ nº 963, de 29/12/2000.

Publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro - Poder Executivo - Parte I - Fls. 27, de 19 de Fevereiro de 2001

Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2001, 0h00

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