Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Decisão unânime

TRT-SP decide que greve de metroviários é abusiva

Por 

A greve dos metroviários de São Paulo, iniciada nesta segunda-feira (25/6), foi considerada abusiva pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. A relatora do processo de dissídio coletivo, juíza Maria Aparecida Pellegrina propôs em seu voto, aprovado por unanimidade, que se os metroviários voltarem até às 22h, não serão multados. Caso contrário, pagarão multa diária de R$ 100 mil.

Hoje, cerca de 2,5 milhões de usuários foram afetados com a greve dos metroviários. A Justiça do Trabalho havia determinado que 70% dos trens fossem mantidos em operação. Mas, nenhuma linha funcionou. "O caso revela a conduta despreparada dos trabalhadores em questão, na medida em que rebelam-se contra decisão judicial, da mais alta Corte do país", disse a juíza em seu voto. O Metrô argumentou que não haveria segurança para o sistema e passageiros, se fosse mantida uma operação apenas parcial.

A juíza afirmou, em seu voto, que a greve é "ilegal e afrontosa, o que formalmente a torna abusiva". Segundo Pellegrina, "a conduta dos empregados do metrô evidencia o intuito pré-concebido de subversão da ordem constituída, provocando conturbação social e econômica da cidade de São Paulo, impedindo doentes, crianças, idosos e estudantes de chegarem ao local de destino".

A greve dos metroviários de São Paulo também prejudicou o trânsito em toda cidade. A Companhia de Engenharia de Trágefo (CET) registrou 129 quilômetros de congestionamento às 9h. Normalmente, no mesmo horário a média é de 65 quilômetros. A Companhia de Engenharia de Tráfego liberou o rodízio de veículos. De acordo com a relatora, os metroviários tiveram o intuito de provocar o maior transtorno possível à cidade.

Nesta manhã, o presidente do Sindicato dos Metroviários, Onofre Gonçalves de Jesus, disse que espera um gesto de boa vontade da Companhia do Metrô e do governo do Estado. Segundo ele, se houver uma nova proposta da empresa, o sindicato tem condições de fazer os trens voltarem a circular antes do final do dia.

 é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Revista Consultor Jurídico, 25 de junho de 2001, 0h00

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 03/07/2001.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.