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Prenúncio de trevas

Mau humor de FHC gera detenção de dirigente da OAB-SP

A advogada Maristela Monteiro Pereira, integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, foi detida nesta sexta-feira (13/7) por participar de um protesto contra o presidente Fernando Henrique Cardoso, que visitava uma fábrica das Indústrias Mecânicas Bardella, em Sorocaba (SP).

Maristela segurava um cartaz com uma charge bem humorada, com os dizeres "FHC príncipe das trevas", além de estar "gritando algumas 'coisas' para o presidente", em um grupo que protestava contra as medidas do racionamento de energia.

A atitude da segurança presidencial reflete o mau humor de FHC, que tem exposto em todas as oportunidades seu inconformismo com a própria situação e desferido ataques em todas as direções.

A advogada afirmou que cerca de 70 pessoas também protestavam no local. Segundo o advogado Alexandre Ogusuku, da Comissão de Prerrogativas da OAB local, a advogada foi advertida pelo policiamento para se calar e se retirar do local.

"Ela cumpriu a determinação, mas mesmo assim recebeu voz de prisão", disse Ogusuku, que acompanhou o caso. A advogada garante que estava participando de uma manifestação pacífica e que diversas palavras de ordem foram utilizadas pelos manifestantes contra Fernando Henrique.

Na Delegacia, foi arbitrada a fiança de R$ 100,00 para sua liberação. A OAB-SP, através dos advogados Alexandre Ogusuku e Luiz Eduardo Greenhalg, deve ingressar com o Habeas Corpus para trancar o inquérito, alegando que a advogada não poderia ser presa em flagrante, a não ser por crime inafiançável, o que não é o caso, e porque não se configurou o desacato à autoridade policial.

A assessoria de imprensa da Presidência, segundo a repórter Giuliana Rovai, do Folha Online, confirmou que a segurança de FHC pediu a prisão de Maristela por desacato à autoridade, mas não deixou claro qual seria o motivo.

Revista Consultor Jurídico, 13 de julho de 2001, 14h53

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