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Títulos da dívida

Subprocurador é acusado de golpe de US$ 10 milhões

O subprocurador-geral da República, Miguel Guskow, homem de confiança do procurador-geral Geraldo Brindeiro, é acusado, em reportagem da revista Veja, de envolvimento em um golpe de US$ 10 milhões aplicado nos Estados Unidos com títulos da dívida externa brasileira.

Segundo a edição da revista que circula esta semana, Guskow assinou carta de apresentação credenciando Robert Whitehead, que está preso, e seu advogado, Taniel Marcolino, como pessoas de sua 'plena confiança' e com competência profissional para fazer uma operação com o Deutsche Bank.

Em nome do Ministério Público Federal, o subprocurador acrescentou na carta que 'as autoridades do governo brasileiro' atestariam a 'competência e o desempenho' dos dois na transação.


A carta serviu para que Whitehead aplicasse outro golpe na Espanha. Uma entidade que recolhe doações para projetos sociais no Brasil se sentiu segura com as propostas de lucros fantásticos, depois de acreditar que o negócio tinha a aprovação do Ministério Público, e liberou US$ 500 mil, que foram embolsados por Whitehead, relata Veja.


Guskow jamais poderia dar uma carta de apresentação a alguém em nome do Ministério Público Federal, segundo um procurador que pediu para não ser identificado. 'Isso é tráfico de influência', disse.

De acordo com a revista, Brindeiro recebeu do Banco Central cópia do processo de investigação e não encaminhou o caso à Corregedoria do Ministério Público para abertura de sindicância.


Segundo a reportagem, Guskow disse que conheceu o advogado Taniel Marcolino há dois anos e recebeu dele um telefonema, pedindo um atestado de idoneidade para fazer uma transação com o Deutsche Bank. O subprocurador alegou que apenas assinou um texto que Marcolino lhe teria ditado.

A reportagem publicada por Veja informa que Guskow chegou a dar instruções aos dois para realização de uma operação no valor de US$ 1,3 bilhão. Whitehead está preso nos Estados Unidos. O procurador Geraldo Brindeiro encontra-se nos Estados Unidos em férias, segundo informou sua assessoria.

Fonte: Jornal do Brasil On Line

Revista Consultor Jurídico, 22 de janeiro de 2001, 14h17

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