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Troféu em disputa

Revistas são acusadas de interferir em eleições no Senado

Uma grave suspeita percorre os corredores do poder em Brasília: acredita-se que administradores públicos e políticos troquem favores, como nomeações, votos e pagamentos. Desconfia-se também que políticos, cuja única atividade profissional, nas últimas décadas, tenha sido o mandato eleitoral, tenham enriquecido e a origem de sua fortuna não seja claramente identificada.

Ironias à parte, essas suspeitas, como de hábito, aparecem às vésperas de votações importantes. Desta vez, a eleição dos dirigentes da Câmara e do Senado.

Assim como o PFL, a revista Veja vem informando a seus leitores que a miséria moral que sacode Brasília mora no PMDB de Jader Barbalho e Geddel Vieira Lima. A revista Istoé interpreta diferente: a matriz da corrupção está no PFL, partido que se encontra no poder há décadas no Brasil.

Para o deputado José Lourenço (PMDB-BA), a revista Veja "está a serviço de Antônio Carlos Magalhães". Nos processos em que ACM está acionando Istoé, a acusação é a de que as reportagens que atribuem mazelas ao senador e a seus familiares seriam patrocinadas por Jader Barbalho.

Não fica claro se o Palácio do Planalto tem algo a ver com as barganhas dos políticos. Esse aspecto tem sido pouco explorado, embora a fonte do poder em disputa não é, exatamente, o Legislativo.

Caso a intensa cobertura jornalística prossiga depois das eleições na Câmara e no Senado, será possível saber se é verdade que há corrupção na política e quem está por trás dela.

Revista Consultor Jurídico, 11 de fevereiro de 2001, 0h00

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