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Noiva sem buquê

Floricultura não entrega buquê de noiva e é condenada a indenizar

A floricultura que não entrega o buquê de flores da noiva no dia do casamento é obrigada a indenizar por danos morais. O entendimento é da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que mandou a Nova Imagem Flores e Decorações pagar 30 salários mínimos (R$ 5.400,00) para a advogada Michelle Benedetti Teixeira.

No dia do casamento, a floricultura não entregou o buquê que havia sido comprado com duas semanas de antecedência por R$ 65,00 em 1998. A noiva tentou contato com a floricultura mas ninguém foi encontrado para explicar a negligência. A família providenciou de última hora um buquê mais simples de R$ 25,00 para a noiva entrar na igreja.

A sessão de fotos antes do casamento foi cancelada porque a noiva chorou e manchou a maquiagem. Quando voltou da lua-de-mel ela entrou na Justiça para reivindicar a devolução do valor que pagou pelo buquê e indenização por danos morais.

Em primeira instância foi determinado apenas o valor pago pelo buquê. A 15ª Vara Cível de Porto Alegre não reconheceu o pedido de dano moral. A advogada apelou. O TJ-RS reconheceu o sofrimento da advogada na ocasião e mandou a floricultura indenizá-la.

A relatora da Apelação, desembargadora Ana Lucia Carvalho Pinto Vieira, afirmou que "o buquê insere-se como costume da tradição ocidental, dentro das circunstâncias de livre escolha do culto e rito da cerimônia". Segundo a relatora, foi ultrapassado "o que seria mera contrariedade ou dissabor do dia-a-dia".

Processo nº 70001-580.604

Revista Consultor Jurídico, 28 de dezembro de 2001, 9h32

Comentários de leitores

1 comentário

A floricultura que contratei o serviço não fez ...

cr (Psicólogo)

A floricultura que contratei o serviço não fez juz a discriminação do pedido. Me dirigi ao Procon onde descrevi por meio de uma carta que o serviço realizado não foi o acordado e que gostaria a restituição do valor pago de forma integral, entretanto, a empresa se nega devolver a quantia paga alegando ainda que agi de má fé, pois queria ter o cheque da segunda parcela de volta, que entrei em contato com o Procon depois da data do serviço (30 dias) que esta empresa é muito conceituada no mercado e que teria que ter informado o serviço na hora que foi entregue. A minha dúvida é: como que eles alegam que tinha que ter visto antes, se justamente contratei o serviço para não ter dor de cabeça, segundo a noiva tem a Lua de Mel , terceiro o cheque caiu antes de minha ida ao Procon e por último por que me toma essa empresa alegando que agi de má fé? Não tenho uma única foto na mesa do bolo, porquê eles não arrumaram a mesa de acordo com o pedido. Agora irei até a justiça com as fotos e o contrato (que é um pedido apenas) e gostaria de saber como é avaliado a quantia por danos morais. Grata Cláudia Renzi

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