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Comunicação impedida

Anatel testa bloqueador de celular em presídio paulista

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fez uma bateria de testes, esta semana, para avaliar os bloqueadores de aparelhos celulares. Os testes foram feitos no Centro de Detenção Provisória Chácara do Belém I, no bairro de Belém, em São Paulo.

O Centro de Detenção Chácara do Belém I foi inaugurado em outubro de 2000. A instituição abriga 848 detentos (primários e de alta periculosidade) que aguardam sentença da Justiça para soltura ou cumprimento definitivo de pena em outros locais.

Os oito pavilhões do Centro abrigam 92 celas. Do total, 64 são coletivas. Cada uma tem capacidade para 12 presos. "Na última blitz, no fim de novembro, apreendemos 14 telefones celulares", disse o diretor do Centro, Ildebrando Costa Bibanco.

Resultados

Os testes avaliaram o desempenho do bloqueador celular Jammers KJ 2000. As medições foram feitas pelo técnico em telecomunicações da

representação da Anatel em São Paulo, Antonio Ronqui, e acompanhadas pelo engenheiro da Agência em Brasília, Ozael Melo de Holanda. Também estiveram presentes um dos representantes da Kavit no Brasil, Norberto Storelli, e o presidente da Datamegha, José Maria Font Júlia.

A comunicação por celular ficou impossibilitada em oito localidades na linha de tiro (espaço intermediário entre os muros interno e externo do Centro de Detenção).

Na área externa, houve medição em 15 locais. Telefones celulares de tecnologia CDMA tiveram melhor desempenho que os de tecnologia TDMA e funcionaram normalmente em diferentes pontos a dez metros do muro.

Apenas na parte frontal e de acesso ao Centro houve bloqueio completo dos sinais. A 52 metros, às margens da Marginal Tietê, onde o fluxo de veículos é constante, a comunicação entre aparelhos celulares e ERBs ocorreu normalmente.

O sinal dos bloqueadores ultrapassou o esperado no interior da Escola de Sargentos da PM. Medições e testes com celulares acusaram vazamento do bloqueio, prejudicando ligações, o que deverá ser corrigido pelos técnicos da Datamegha. "O ideal é que não haja bloqueio de sinal fora do Centro. Mas o desempenho do equipamento, de um modo geral, foi satisfatório", disse Ronqui.

Revista Consultor Jurídico, 21 de dezembro de 2001, 12h34

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