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Posse na AMB

Cláudio Maciel toma posse na AMB e alfineta os três Poderes

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Cláudio Baldino Maciel, tomou posse na semana passada. Durante o discurso de posse, criticou a "hipertrofia do Poder Executivo" e a prática de alguns parlamentares que trocam apoio aos projetos do governo pela liberação de verbas orçamentárias.

"O que surpreende é a inércia cívica ante tal despropósito ético-político", afirmou. "O modelo democrático-constitucional brasileiro está em flagrante crise", acrescentou.

Maciel também ressaltou que "o sistema judiciário está em cheque". De acordo com o desembargador, a crise é de funcionalidade e não de estrutura. Também disse que os problemas são facilmente superáveis por uma legislação infraconstitucional.

Ele disse que a legislação brasileira, "abundante, desconexa, anárquica", valoriza mais o processo do que "a entrega da decisão final justa e útil, em tempo breve". Maciel criticou, ainda, a prática do nepotismo. Afirmou que é necessário "afastar definitivamente a confusão entre o interesse privado, familiar, e o interesse público, que só pode conviver com oportunidade rigorosamente igual para todos".

A entidade representa cerca de 15 mil juízes do país. A solenidade foi no Hotel Blue Tree Park, em Brasília.

Compareceram à posse da nova diretoria da AMB os presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio de Mello, do Superior Tribunal de Justiça, ministro Paulo Costa Leite, e do Superior Tribunal Militar, ministro Olympio Pereira da Silva Junior. Também estiveram presentes o senador Roberto Saturnino Braga (PSB/RJ), o deputado federal Valdemar Costa Neto (PL/SP), os ministros Ronaldo Leal, do Tribunal Superior do Trabalho, Sepúlveda Pertence, do STF, entre outros.

O ex-presidente, desembargador Antonio Carlos Viana Santos, durante discurso de despedida ressaltou duas de suas principais realizações. São elas, a instalação definitiva da sede da AMB em Brasília e a regulamentação da Escola Nacional da Magistratura.

Conheça os integrantes da chapa vencedora

ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS - AMB

(2001-2004)

CONSELHO EXECUTIVO

Presidente

Cláudio Baldino Maciel - AJURIS - RS

Vice-presidentes

Cláudio Augusto Montalvão das Neves - AMEPA - PA

Douglas Alencar Rodrigues - AMATRA-X - DF

Guilherme Newton do Monte Pinto - AMARN - RN

Gustavo Tadeu Alkmim - AMATRA-I - RJ

Heraldo de Oliveira Silva - APAMAGIS - SP

Joaquim Herculano Rodrigues - AMAGIS - MG

Jorge Wagih Massad - AMAPAR - PR

Luiz Gonzaga Mendes Marques - AMAMSUL - MS

Roberto Lemos dos Santos Filho - AJUFESP - SP

Sônia Maria Amaral Fernandes Ribeiro - AMMA - MA

Thiago Ribas Filho - AMAERJ - RJ

Coordenador da Justiça Estadual

Rodrigo Tolentino de Carvalho Collaço - AMC - SC

Coordenador da Justiça Federal

José Paulo Baltazar Júnior - Justiça Federal - RS

Coordenador da Justiça do Trabalho

Francisco Sérgio Silva Rocha - AMATRA-VIII - PA

Coordenador da Justiça Militar

Carlos Augusto C. de Moraes Rego - AMAJUM - DF

Coordenador dos aposentados

Cássio Gonçalves - AMATRA-III - MG

Conselho Fiscal

João Pinheiro de Souza - AMAB - BA

Jomar Ricardo Saunders Fernandes - AMAZON - AM

Wellington da Costa Citty - AMAGES - ES

Leia a íntegra do discurso de posse de Cláudio Maciel

Minhas primeiras palavras são de agradecimento aos colegas que, comigo, aceitaram compor uma equipe para administrar a Associação dos Magistrados Brasileiros, cientes das enormes dificuldades que o momento atual apresenta. Também quero manifestar nossa gratidão pela confiança de expressivo número de colegas que, pelo sufrágio, aprovou e acolheu nossas idéias e propostas. A magistratura brasileira reconheceu as virtudes da AMB, mas quer mudanças, e o resultado das urnas nos dá respaldo para atuar com profundidade e ousadia.

Transmito meus cumprimentos ao ilustre presidente Vianna Santos e a cada um dos membros da diretoria que ora se despede, sendo testemunha de que deram o melhor de si para o êxito de nossa associação.

Há necessidade - e sabem-no os colegas - de reafirmar, de insistir nos rumos da AMB no que concerne à visão generosa e ampla da inclusão da magistratura no debate nacional, no espaço da cidadania, afastado qualquer resquício de corporativismo reducionista. Face ao crescimento de nossa associação de classe, é preciso, também, modificar critérios de administração e tornar a associação mais eficiente. Carece a entidade de um modelo de administração pautado pela impessoalidade, profissionalismo e maior visibilidade para todos os associados.

Aproveitaremos os primeiros meses de gestão para colocar em prática essa meta, fazendo um profundo diagnóstico dos problemas administrativos da associação, para logo corrigi-los, dialogando e de tudo dando ciência aos colegas. Será tarefa dura, porque a extinção de subsedes implicará demissão de empregados, alguns bons profissionais, e outros, nossos amigos, mas será necessária.

Revista Consultor Jurídico, 19 de dezembro de 2001, 14h57

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