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Avaliação do MEC

Juiz critica desempenho de cursos de Direito em avaliação do MEC

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A avaliação dos cursos jurídicos foi recentemente publicada pelo MEC e, de uma maneira geral, houve estagnação e retrocesso, pois em sua maioria, os cursos mantiveram os seus conceitos ou até mesmo pioraram.

Para que se tenha uma idéia, na grande São Paulo, o conceito mais freqüente é a letra E. Somente dois cursos conseguiram a nota máxima (USP e PUC) e apenas um conseguiu B (Mackenzie). Em quarto lugar está a Universidade Cruzeiro do Sul (conceito C), cujo curso de direito formou a primeira turma há menos de 5 anos, mas foi o único neste ano a obter um conceito melhor do que o ano passado.

Salvo as três primeiras colocadas, tem sido grande a mudança no ranking das demais. Algumas faculdades com mais anos de existência não passaram do C, como é o caso da FMU. Outras, mesmo com alguma antigüidade, não tiveram bom desempenho, como é o caso das de Moji das Cruzes e Guarulhos.

Quem está no meio acadêmico sabe que a avaliação dos cursos veio para ficar e está ajudando a orientar os alunos a distinguir quais faculdades estão se esforçando para atingir um bom padrão de qualidade e quais estão sob o risco de perder o reconhecimento do MEC, que antes era por prazo indeterminado e agora vale apenas por alguns anos, devendo ser renovado, o que pode excluir do mercado alguns cursos.

Muito se cobra hoje das Universidades, se elas estão investindo, se os professores estão procurando fazer cursos de mestrado e doutorado. Mas é preciso que os alunos também estejam conscientes de sua responsabilidade no processo de aprendizagem, pois o empenho deles influi de forma decisiva na avaliação do curso. A avaliação do curso é também uma avaliação do aluno e vice-versa.

 é Juiz de Direito substituto de segundo grau, atualmente compondo a 2ª Câmara da Secção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 19 de dezembro de 2001, 14h59

Comentários de leitores

1 comentário

Gostaria de parabenizar o nobre Magistrado Dr. ...

drnakatani (Advogado Assalariado)

Gostaria de parabenizar o nobre Magistrado Dr. Joosé Luiz, poism pela primeira vez neste site vejo uma matéria de conteúdo sério. Concordo plenamente com o entendimento de V. Exa., pois realmente nota-se que o grau de comprometimento das Instituições de Ensino Privado, em sua grande maioria, é quase nulo, por isto a estagnação em suas avaliações, mas não basta criticar apenas e tão somente as Universidades, pois também o corpo discente destas demonstra uma absurda falta de comprometimento com sua futura profissão, indício disto é o fato de somente ficarem criticando as Universidades, sem tomar alguma atitude para reverter o quadro degradante de ensino ao qual se submeteram. Será este o reflexo da educação fundamental, ou falta desta, a que toda a população brasileira está a décadas submetida?

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