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Comunicação barrada

Anatel faz quinto teste para bloquear sinal de celular em presídios

Os engenheiros e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fizeram pela quinta vez, este ano, uma bateria de testes com bloqueadores de sinais de celulares dentro de presídios. Os testes foram feitos na Penitenciária Orlando Brando Filinto, em Iaras (SP).

A pedido da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo o equipamento bloqueador de sinal de celular, usado nos testes, ficará em funcionamento na penitenciária até o início de janeiro.

Este é o terceiro teste feito em presídios do Estado de São Paulo. Outras análises estão previstas em outros presídios do país, mas o cronograma, com as respectivas datas e locais, é mantido sob sigilo pela Agência por questões de segurança.

A penitenciária de Iaras abriga hoje mais de 800 presos, que cometeram crimes como tráfico de drogas, homicídios, assaltos a bancos e carros-fortes. Atualmente, a maior parte dos integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que liderou uma rebelião no início deste ano em todo o Estado de São Paulo, encontra-se no presídio.

Inaugurada há mais de um ano, a penitenciária foi palco de violenta revolta no fim do ano passado, quando quatro presos acabaram sendo assassinados pelos próprios colegas. O motivo foi a descoberta de um túnel cavado por presos que pretendiam fugir durante a virada do ano.

Considerado de segurança máxima, o presídio abriga também membros de uma facção rival do PCC, chamada de Comando Democrático da Liberdade (CDL). Nas 33 celas, construídas em quatro pavilhões, seis presos dividem o mesmo espaço sendo que todos eles já foram julgados e condenados e cumprem pena em regime fechado.

Aqueles que têm bom comportamento trabalham em uma fábrica de costura manual de bola de futebol dentro da própria penitenciária.

Revista Consultor Jurídico, 18 de dezembro de 2001, 18h08

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