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História de um crime

Filho de Frank Sinatra entra na Justiça contra seu seqüestrador

Quase 40 anos depois de seu seqüestro, Frank Sinatra Júnior se encontra em meio a uma batalha legal contra um de seus seqüestradores. O filho do famoso cantor quer evitar que o mentor de seu seqüestro receba pela venda da história de seu crime para uma produção cinematográfica.

O caso, atualmente na Corte Suprema da Califórnia, baseia-se em uma lei intitulada "Son of Sam" (Filho de Sam, um famoso serial killer norte-americano), segundo a qual as rendas da venda da história de um crime devem ser pagos à vítima e não ao criminoso. Isto é contestado pelo advogado de Barry Keenan - cérebro do seqüestro do jovem Sinatra em 1963 -, que afirma que essa lei nunca foi utilizada na Califórnia e viola a primeira emenda da Constituição, ou seja, a liberdade de expressão.

Frank Sinatra Jr. estava se preparando para participar em um show em um cassino de Nevada quando foi seqüestrado por Keenan e outro homem. Ele foi levado para um esconderijo no Vale de San Fernando, ao norte de Los Angeles, onde permaneceu durante quatro dias, até que seu pai pagasse os US$ 240 mil do resgate.

O caso teve grande repercussão e motivou o envolvimento do FBI e até da máfia de San Giancana, que ofereceu "sua equipe especial" para solucionar o caso. Keenan - ex-colega de escola de Nancy Sinatra, irmã do jovem seqüestrado - foi uma das três pessoas condenadas pelo crime. Em 1968, ele saiu da prisão e virou um próspero empresário.

Foi apenas em 1998 que Keenan falou de sua história à revista The New Times de Los Angeles, o que despertou o interesse dos estúdios de Hollywood. A Columbia Pictures afirmou ao Daily Variety ter pago US$ 750 mil de adiantamento pelos direitos de roteirização, que teria a direção de Betty Thomas ("Dr. Dolittle").

Segundo o advogado de Sinatra, Richard Specter, que rejeitou a alegação de inconstitucionalidade pelo advogado do réu, a cobrança "por parte de Keenan do dinheiro pelo filme seria a cobrança de um segundo resgate".

Fonte: Terra

Revista Consultor Jurídico, 7 de dezembro de 2001, 15h57

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