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Pedido atendido

TRF determina prisão preventiva de Ricardo Mansur

O empresário Ricardo Mansur, ex-dono do Mappin e da Mesbla se apresentou à Polícia Federal Federal, nesta terça-feira (14/8), depois que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região decretou sua prisão preventiva. Mansur vai dividir a cela com outros 19 presos, na sede da PF, em São Paulo.

A ordem de prisão foi decidida pela 5ª Turma do TRF, por unanimidade. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal. Mansur é acusado, pelo MPF, de crime contra o sistema financeiro, por divulgar mensagens eletrônicas pela Internet com informações falsas, incompletas e alarmantes sobre a situação econômica-financeira do Banco Bradesco. O crime está incurso no artigo 3º da Lei 7.492/86, que prevê pena máxima de seis anos de reclusão.

Em abril do ano passado, quando foi decretada a prisão preventiva, ele estava em Londres para tratamento de depressão desencadeada pela crise que envolveu seus negócios no Brasil, segundo sua defesa. Na oportunidade, sustentou que seu retorno ao país e sua apresentação à Justiça ocorreria logo que suas condições de saúde permitissem, razão pela qual pedia a revogação da prisão decretada.

Em outubro, Ricardo Mansur compareceu ao juízo e foi marcado interrogatório para novembro.

Em seu voto, o relator, juiz André Nabarrete, ressalta que "o acusado escolheu o melhor momento para voltar ao país, somente após ser revogada sua prisão preventiva". Segundo o juiz, "recebida a denúncia em abril de 2000, o interrogatório só foi possível em novembro do mesmo ano, por força e obra do réu".

"O Poder Judiciário não pode ficar à mercê de diagnósticos pouco circunstanciados e técnicos, sem que o perito de confiança do juízo avalie a situação do réu".

Revista Consultor Jurídico, 14 de agosto de 2001, 17h33

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