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Júri Popular

Pesquisa: 94% dos leitores da Consultor Jurídico querem a cassa

Vez por outra, o país se transforma em um grande tribunal. É o que acontece, agora, com o caso da violação do painel eletrônico do Senado. Como convém, a denúncia foi apresentada por um procurador. Devidamente acolhida pela imprensa, passou-se à instrução e às audiências no Conselho de Ética do Senado. E todos os brasileiros habilitaram-se como jurados.

Em uma tomada de votos, o Instituto DataFolha apurou que, de 1.074 paulistanos, 84% acham que ACM e José Roberto Arruda devem ser punidos. 58% entendem que ACM deve ser cassado; 56% desejam o mesmo destino para Arruda.

Os leitores da revista Consultor Jurídico são mais rigorosos. Dos 1.032 jurados que se prontificaram a votar, entre os dias 24 e 28 de abril, 94% defendem a perda do cargo dos dois senadores.

Os comentários registrados pelos leitores parecem mostrar menos indignação com o episódio específico (a violação do painel e as mentiras dos senadores) e mais saturação com a política e seus personagens.

"O Brasil necessita ser passado a limpo", registrou o jurado Roberto Rocha Moreira. "Primeiro deve tirar os entulhos, depois a sujeira e por último a poeira".

Aparecida Conceição Raimundo da Silva, conclama à autocrítica e pede "atitudes enérgicas e severas na hora de elegermos através do voto, nossos representantes. Queiram ou não, eles representam nossa pessoa e atitudes".

O senador Antônio Carlos Magalhães também tem defensores. É o caso de Raimundo Furtado de Mendonça, que manifesta sua admiração ao "político valente e honrado" que, em sua opinião "moralizou rotinas do Senado ao assumir a presidência logo nos primeiros dias e, por isso, incomodou muitos grupos e camarilhas políticas que se serviam do serviço público". Furtado de Mendonça garante que um dia o Brasil ainda sentirá falta de ACM e conclui mandando um recado aos "adoradores de escândalos: pensem nas crianças que disputam restos de lixo."

Alzimar Andrade Silva, por sua vez, acha que "o povo precisa aprender a cobrar de seus políticos uma postura decente e digna dos milhões de votos que recebem" Para ele, "enquanto as pessoas acharem graça nos escândalos, este País não vai mudar" e conclui sentenciando que "o povo sofrido deste país merece um destino melhor do que ser roubado por estes déspotas do poder". Na mesma linha, João Bosco Araújo diz que "o povo brasileiro não merece esta traição".

João Pacheco radicaliza e pede não só a cassação de ACM e Arruda, "como também de Jader Barbalho e Heloísa Helena e outros mais que "devem perder a imunidade parlamentar, o sigilo bancário deles e de suas famílias e amigos... sem choro".

Revista Consultor Jurídico, 29 de abril de 2001, 0h00

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