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Paraíso fiscal

PF descobre envio de US$ de 124 bilhões a paraísos fiscais

A Polícia Federal (PF) conseguiu chegar a uma verdadeira caixa-preta do sistema financeiro e descobriu que em seis anos (de 1992 a 1998) US$ 124 bilhões foram remetidos por brasileiros a paraísos fiscais no exterior.

A PF chegou a essa descoberta depois de quatro anos de investigações que começaram com a análise de 220 inquéritos policiais para apurar a comercialização de títulos públicos emitidos para quitar precatórios em vários Estados.

Segundo informou a PF, o dinheiro foi descoberto em contas bancárias abertas por estrangeiros (empresas e pessoas físicas) e 90% dessa quantia foi remetida através de Foz do Iguaçu.

Desse valor constam remessas feitas por meio de corrupção, sonegação, contrabando de armas e mercadorias, tráfico internacional de drogas e movimentações financeiras de organizações mafiosas.

Segundo matéria divulgada pela Agência Jornal do Brasil, o fio da meada começou a ser puxado em 1996, quando a CPI dos precatórios apontou que os lucros obtidos com o comércio de títulos públicos estavam sendo lavados por doleiros do eixo Rio-São Paulo.

O que a PF não imaginava quando iniciou a investigação era que o caso dos precatórios fosse parte de uma série de operações ilícitas ocultadas sob a fachada de contas correntes.

As quadrilhas usavam o eixo bancário Foz do Iguaçu-Ciudade del Este e os cheques depositados eram de empresas de factoring de São Paulo e Rio de Janeiro, que vinham sendo justificados como resultado de compras feitas por sacoleiros.

Essas transações terminaram em 1998, quando o Banco Central fechou os canais que permitiam esse fluxo para investigações. Os bancos que recebiam essas quantias eram o Rural e América do Sul, Banco do Brasil, Banco do Estado de Minas Gerais e o Banco do Estado do Paraná. Eles alegam que operavam dentro das normas do Banco Central e que não havia nenhuma irregularidade nas operações feitas.

Revista Consultor Jurídico, 23 de outubro de 2000, 0h00

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