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Batalha Eleitoral

Maluf vai processar Marta Suplicy por declarações à Bandeirantes

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Mal começou a corrida para o segundo turno em São Paulo e a disputa já chegou aos tribunais. Abrindo a batalha judicial, que promete reviravoltas até o dia da decisão (29/10), o candidato à prefeitura paulistana Paulo Maluf vai processar a também candidata Marta Suplicy.

Segundo o pepebista, Marta teria feito declarações levianas em entrevista concedida à TV Bandeirantes e divulgada no domingo (1/10). A candidata teria acusado Maluf de superfaturar obras na capital quando foi prefeito.

Os advogados do candidato - do escritório Leite, Tosto e Barros - impetraram queixa-crime contra Marta, nesta segunda-feira (2/10). A candidata ainda responde a outra queixa patrocinada por Maluf.

O candidato acusa a petista de ter dado declarações mentirosas em entrevista dada ao jornal Folha de S.Paulo onde ela teria afirmado que Maluf e Pitta têm uma conta conjunta no exterior.

Marta deveria ter prestado depoimento sobre o caso em duas ocasiões (13 e 15 de setembro) mas as audiências foram suspensas. A primeira,

por petição de seus advogado e a segunda por um habeas-corpus.

Segundo um dos advogados de Maluf, o criminalista José Roberto Leal, "No último parágrafo de sua defesa, Marta diz expressamente que quer ser interrogada. Agora, ela se insurge contra isso. Trata-se de cinismo da candidata".

Na ponta da defesa, o assessor jurídico da campanha da petista, Hélio Silveira, afirma que "Não tem cabimento marcar uma audiência para o meio do período eleitoral".

Para ele, "trata-se de uma estratégia menos jurídica e mais eleitoral pois ficou claro que o objetivo era causar constrangimento à candidata".

Silveira também afirma que as declarações prestadas a Folha de S. Paulo não foram pejorativas. "Marta apenas repercutiu as declarações da Nicéa Pitta" ressaltou o advogado.

Quanto à nova queixa-crime impetrada contra Marta, o advogado da petista preferiu esperar a notificação para se manifestar.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 3 de outubro de 2000, 0h00

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