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OAB em Estado de Sítio

Presidente da OAB-SP afirma que Aidar venceu a eleição

O presidente da OAB-SP, Rubens Approbato Machado, anunciou à 1h05 desta sexta-feira (17/11) que seu candidato, Carlos Miguel Aidar, venceria as eleições com uma vantagem de cerca de 1.500 votos sobre o candidato da oposição, Roberto Ferreira.

Approbato baseou-se na apuração extra-oficial desenvolvida pelo comitê eleitoral da situação, com dados fornecidos pelos seus fiscais nas subseções.

Em entrevista à rádio CBN, Roberto Ferreira afirmou que, pelas suas projeções, a oposição venceria com 1.700 votos de vantagem. O site da chapa Oposição Unida, também com dados extra-oficiais das 22h58 de ontem, anuncia uma vantagem de quase 4 mil votos para Roberto Ferreira (34.131 X 30.203).

A apuração oficial foi interrompida pela falta dos mapas eleitorais de trinta subseções do interior. Pelo último boletim parcial, divulgado por volta de 1h, contudo, Roberto Ferreira estava à frente de Aidar com 488 votos.

A Consultor Jurídico fez diversas ligações ao longo da madrugada para os celulares dos coordenadores de campanha da oposição, Luiz Riccetto Neto e Raimundo Hermes Barbosa, mas a ligação não foi completada. No último contato que foi possível, um dos coordenadores protestava contra o fato de a apuração ser no 1º andar do edifício e os mapas eleitorais chegarem, por fax, em outros andares.

Para a recepção das atas das 214 subseções, foram fornecidos dez números telefônicos localizados em diferentes andares do prédio. O tumulto começou quando a oposição, alegando que os funcionários da Ordem estavam retendo os mapas em que a chapa de Roberto Ferreira levava vantagem, passou a vasculhar salas em todos os andares do edifício.

Segundo uma funcionária da Casa, a acusação de ocultamento de mapas seria descabida, uma vez que os fax registram o horário da sua chegada. A possibilidade de fraudes na totalização seria afastada pelo fato de os fiscais oposicionistas, nas subseções, possuírem cópia original da mesma ata que chega na Capital.

Quando a apuração foi suspensa, contabilizava-se o subtotal de 79.058 votos, sendo 37.790 para Ferreira e 37.302 para Aidar. Anularam o voto 2.525 eleitores, enquanto 1.441 votaram em branco.

Policiais militares e seguranças da Seccional foram mobilizados para guarnecer as principais dependências do prédio e proteger os funcionários.

Segundo Approbato Machado, os oposicionistas acompanhavam a chegada e a computação dos mapas eleitorais. "Mas quando a apuração passou a lhes ser desfavorável (por volta da meia noite) eles forçaram a situação", afirmou.

"Eles passaram a ameaçar as funcionárias e tentaram invadir, o que nos obrigou a pedir reforços", disse o presidente da Seccional, explicando a convocação dos 21 PMs.

Nas entrevistas que deu a emissoras de rádio, contudo, Roberto Ferreira afirmou que as agressões partiram da situação, que não permitia a presença de seus fiscais nos locais onde chegavam as atas.

Approbato também entrou em contato com o presidente do Conselho Federal, Reginaldo de Castro, que acompanhou a divulgação de cada boletim emitido pela Seccional, pedindo o envio de observadores oficiais, uma vez que se prevê grandes tumultos no encerramento da apuração oficial, na tarde desta sexta-feira.

A totalização deve ser reiniciada às 15h00. O horário inicialmente marcado era o das 13h.

O desempenho do candidato oposicionista Roberto Ferreira, de qualquer forma, está sendo surpreendente. No curso da totalização, Ferreira e Aidar revezaram-se no primeiro lugar.

A projeção de que Aidar venceria no Interior, onde o colégio eleitoral é maior parece ter-se confirmado. Mas não com a intensidade prevista. Na Capital, Roberto Ferreira teria vencido com uma frente de 2.000 votos.

Em Campinas, um dos maiores colégios do Estado, Ferreira ganhou com cerca de 500 votos na frente. Em Santos, outro grande colégio, Aidar teria vencido.

A situação perdeu por uma diferença de 200 votos no mais tradicional colégio paulista: a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Aidar teria vencido por 900 votos na FMU, mas perdido por 1.600 na Álvares Penteado.

Revista Consultor Jurídico, 17 de novembro de 2000, 0h00

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