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Greve dos metalúrgicos

Greve dos metalúrgicos: tentativa de conciliação é adiada.

Cedendo à argumentação de que não foi possível avisar a todos os 53 sindicatos de trabalhadores convocados para a audiência de conciliação marcada para esta segunda-feira (13/11), o Tribunal Regional do Trabalho paulista adiou a instrução para amanhã.

Independentemente do resultado da audiência, contudo, o vice-presidente judicial do tribunal, juiz Argemiro Gomes, já marcou o julgamento da greve que imobiliza cerca de 60 mil metalúrgicos para a próxima quinta-feira (16/11).

No tribunal, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, deu entrevistas fazendo duras críticas ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto. Marinho afirmou que, qualquer que seja a decisão em São Paulo, o presidente do TST a distorceria para favorecer os empresários e o Palácio do Planalto.

Argemiro Gomes promoveu a audiência de conciliação do setor de Autopeças, que terminou sem acordo. O julgamento do dissídio será também decidido na quinta-feira, pela Seção Especializada de Dissídios do tribunal.

O TRT propôs aos trabalhadores e ao Sindipeças um rol de cinco sugestões: a suspensão da greve, a compensação dos dias parados, 8% de reajuste, manutenção das cláusulas pré-existentes, aplicação dos precedentes normativos do TST - que contempla a estabilidade no emprego para categorias que se encontrem em data-base.

O sindicato patronal rejeitou o item que toca à estabilidade. Os trabalhadores rejeitaram o índice de reajuste. Algumas empresas já teriam fechado acordos com índice superior ao proposto.

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2000, 0h00

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