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Coluna do Rio

Coluna: Juiz promove enxurrada de processos contra jornalistas

Por 

Enxurrada

O Juiz de Brasília, Asdrúbal Vasquez Cruxem, está processando diversos jornalistas e órgãos de imprensa por danos morais.

As ações referem-se às reportagens divulgadas sobre o caso do garoto Luís Gustavo, cuja herança foi depositada em juízo.

Os acionados são: Pedro Bial (TV Globo), Sônia Carneiro (Jornal do Brasil), Ricardo Noblat (Correio Brasiliense), O Estado de Minas, O Estado de S. Paulo, a Rede Globo e o Jornal de Brasília.

Processo Eleitoral

O presidente do TJ do Rio, Humberto Manes, explicando porque o processo eleitoral em vigor até hoje na casa deve ser modificado, reconhecendo aos mais antigos membros do Órgão Especial a primazia de ocupação da mesa diretora:

"Pressupõe que a toga do magistrado tem o dom mágico de transformar seres humanos em divindades. Sim, porque somente admitida tal premissa, é que se poderia concordar em que no âmbito do Poder Judiciário a disputa eleitoral não produziria os mesmos resultados que produz nos demais poderes e em face dos quais a sociedade mostra evidentes sinais de fadiga moral.

Alguém provido de mínimo senso comum, decorrente apenas da fascinante experiência de conviver aceitaria que pleitos eleitorais abertos e diretos, entre candidatos a juiz ou a dirigente de tribunal não estipulariam nas personalidades mais sequiosas pelo poder alianças baseadas na troca de favores, na promessa da distribuição de cargos entre amigos, parentes e correligionários ou em investimentos que beneficiassem interesses particulares?

As conseqüências da exacerbação inevitável das campanhas eleitorais são bem conhecidas, mas no judiciário teriam efeito devastador sobre instituição, cujo trabalho prospera na medida em que houver estudo, reflexão, austeridade, discrição, tolerância.

Na pacificação de conflitos, tais qualidades são atributos indispensáveis que a personalização da disputa eleitoral comprometeria gravemente ensejando cisões e pragmatismos eleitoreiros."

De lavada

As mulheres são maioria na lista de aprovados (as) no concurso para o Ministério Público do Rio de Janeiro. Dos (as) 70 futuros (as), promotores (as) 42 são mulheres. Ou seja, 60% do total.

Bacia das almas

Especialistas do mercado imobiliário do Rio de Janeiro garantem que faltarão interessados no leilão judicial do próximo dia 31 de maio, para venda de um dos ícones da orla carioca, o Hotel Nacional.

Isso se explica pelo preço mínimo de R$ 52 milhões. Se não houver interessados, o valor cai para menos de 80% do valor inicial.

Caso o valor inicial não seja mantido, o hotel vai ser vendido por qualquer preço. Os especialistas acham que o lance vitorioso não passará de 25 milhões de reais.

Ctrl + Alt + Del

O PFL do Rio entrou com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral para que seja retirada imediatamente da Internet o site do ex-prefeito César Maia (PTB).

O partido alega que o site estaria servindo para propaganda eleitoral. Segundo a representação fluminense do PFL, entre outras coisas, se destaca o texto sobre "falsas pesquisas".

O site, segundo os adversários do ex-prefeito, ainda classifica a coluna de Hildegard Angel como "coluna dos empreiteiros" e a redatora de "1ª dama da categoria".

Por cima

O presidente da OAB-RJ, Celso Fontenelle, teve a sua gestão aprovada pela maioria dos advogados fluminenses. Pelo menos é o que diz o levantamento feito pelo GPP Grupo de pesquisa personalizada: 76% dos questionados ficaram entre as alternativas bom e ótimo.

Fontenelle costuma acordar às 6h todos, despacha em casa, vai pilotando sua moto para o escritório e trabalha até cerca das 22h. Detalhe crucial: ele tem 83 anos.

Depressão

Num seminário sobre Juizados Especiais a ministra Nancy Andrighi do STJ surpreendeu-se com a informação de que no Uruguai 60% das pessoas com depressão e problemas psiquiátricos têm causas não resolvidas na Justiça.

A proposta da magistrada, apresentada no encontro, e de que seja providenciada a criação e instalação de juizados especiais nos Hospitais do Estado.

Projeto de Lei

O Presidente do Instituto dos Advogados do Brasil, Marcelo Cerqueira vai presidir, na próxima sexta-feira, reunião que debaterá o projeto de Lei que regula falências, concordatas e recuperação de empresas, já em votação na Câmara.

Diário Oficial

Pelo menos para os advogados, o Diário Oficial, na qualidade de instrumento de trabalho, passará a custar mais barato. É o que anuncia o presidente da Caarj, Otávio Gomes.

 é editor da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro

Revista Consultor Jurídico, 26 de maio de 2000, 0h00

Comentários de leitores

1 comentário

A Comunicação Social no Brasil tem grande parce...

Domingos da Paz (Jornalista)

A Comunicação Social no Brasil tem grande parcela de culpa e ainda não se apercebeu que estamos vivendo uma terrivel DITATURA DO PODER JUDICIÁRIO, muito pior que a dos militares, pois, se intromete em tudo e prendem jornalistas para que o país não seja passado a limpo. Um poder nefasto e muito fedorento, e sem representatividade. Dá medo e náuseas ao mesmo tempo. Conheço vítimas deste "Poder" nauseabundo por erro e também conheço vítimas que foram e são perseguidas por esses semi-deuses do deserto. Os outros dois "poderes" a imprensa mostra tudo, mas quando esbarra no JUDICIÁRIO, os colegas da imprensa se "cagam" de medo, ou então ficam presos como eu fiquei 20 meses sem dever absolutamente nada a ninguém,afirme-se, na Face da Terra, e por conta dessa canalhice os Ministros do STJ consideram minha prisão totalmente ilegal e configurado CONSTRANGIMENTO ILEGAL. Basta dar vistas no Habeas Corpus nº 65.678/SP do STJ, e outros HCs nº 69.196/SP e 69.201/SP - tds do STJ. Querem mais!? Quando a nossa imprensa vai acordar e mostrar o imperialismo deste nefasto PODER JUDICIÁRIO DITADOR? O "Poder Judiciário é um lixo, principalmente o paulista", muito pior que os tempos da "Santa Inquisição" onde a Igreja Catolica sacrificava vidas não somente nas masmorras como também ceifavam vidas. O JUDICIÁRIO PAULISTA cometeu contra minha pessoa verdadeiro "latrocínio", fiquei preso ilegalmente 20 meses conforme se constatam nos aludidos HCs, e mais um, anotem: Habeas Corpus nº 88428/SP do STF. Querem mais. Fiquei preso porque jornalisticamente noticiei uma "quadrilha dos doutores" com horrendos crimes ambientais no miserável Vale do Ribeira, veja site: www.madevar.org. Ah, os crimes não foram apurados ou investigados, mas eu fiquei preso ilegalmente!

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