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Brincando com o perigo

Isis de Oliveira perde ação contra parque de diversão

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A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do (TJ) Rio de Janeiro decidiu que o parque temático Terra Encantada não deve pagar indenização à atriz Isis de Oliveira, em função de seus problemas cervicais.

Isis - irmã da também atriz Luma de Oliveira - recorreu à Justiça alegando que "cerca de 12 horas" depois de ter utilizado o brinquedo "Cabum", começou a sentir "fortes dores lombares acompanhadas de paralisia do braço esquerdo".

Segundo consta dos autos, o Cabum "se constitui em uma aventura de queda livre de 64 metros de altura, que corresponde à altura de um prédio de 22 andares, desenvolvendo uma velocidade aproximada de 110 km por hora".

A atriz, que afirmou nunca ter sofrido de problemas na coluna, teve de se submeter a uma cirurgia. Depois de examinar Isis, a médica Anna Cristina Guinle, especialista em traumatologia, concluiu que "a origem da lesão cervical foi o impacto" produzido pelo brinquedo.

Os advogados do parque contestaram a ação afirmando que a atriz já sofria de problemas na coluna e que, na entrada para o brinquedo, "há uma placa de aviso (...) com cerca de 1,6 metros de altura e 0,9 de largura advertindo que não podem usar o brinquedo, dentre outras, pessoas com lesões nas costas, pescoço ou em ossos".

Os juízes acolheram os argumentos da defesa e decidiram que, ao brincar no Cabum, Isis assumiu o risco de agravar um problema que já existia.

Segundo o relator do processo, desembargador Wilson Marques, um documento anexado à ação pela própria atriz mostra que "exatamente uma semana antes de ter utilizado o brinquedo", ela já apresentava problemas na coluna cervical.

Isis foi intimada duas vezes para apresentar provas contra o parque, mas não se manifestou. Consta do acórdão que a atriz também não compareceu a uma audiência do processo.

Com a decisão, foi mantida a sentença de 1ª instância que negou o pedido de indenização por danos morais e materiais contra o parque Terra Encantada.

 é editor da revista Consultor Jurídico no Rio de Janeiro

Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2000, 0h00

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