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Censura

Site é censurado por noticiar ligação de juiz com narcotráfico

A Justiça do Mato Grosso censurou um site que vem noticiando o suposto envolvimento do juiz Abel Balbino Guimarães com o tráfico de drogas.

As reportagens inicialmente veiculadas pelo site Midianews (www.midianews.com.br) basearam-se em documentos colhidos pelo Ministério Público (MP).

Em maio deste ano, uma testemunha afirmou à CPI do Narcotráfico que o juiz, mencionado nas notícias censuradas, recebeu R$ 50 mil e um automóvel de um traficante.

Segundo a juíza da 17ª Vara Cível de Cuiabá, que determinou a retirada da notícia do site, os documentos do MP não provam que o juiz está envolvido com o narcotráfico. Para a juíza, o teor da matéria publicada no Midianews configura "exploração de acusação, em fase de investigação, sem qualquer respeito ao princípio de que todos são inocentes até que sejam condenados por sentença transitada em julgado".

O magistrado entrou na Justiça pedindo que o site lhe pague indenização por danos morais. Segundo ele, a notícia revelou informações que estavam sob segredo de justiça.

De acordo com o Midianews, o próprio juiz revelou os dados à imprensa. Os responsáveis pelo site disseram também que o juiz teve direito de resposta depois da publicação da reportagem.

Esta é a segunda vez que a Justiça do Mato Grosso determina a retirada de notícias do site.

Mensagem eletrônica

A Revista Consultor Jurídico recebeu mensagem eletrônica enviada por um leitor de Mato Grosso, na qual ele defende o juiz acusado de envolvimento com o tráfico de drogas.

O leitor disse que a notícia publicada contra Abel Guimarães "é sim uma desinformação, digo isto, porque o conheço como atuante da área jurídica e no mais tais mentiras e infâmias alardeadas, via mídia, CPI, e pessoas sem escrúpulos que tentaram macular a honra e a moral deste cidadão, estão sendo todos processados, indistintamente".

Para o leitor, a "censura tem que prevalecer quando se trata de macular honra e imagem, pois são valores fundamentais a qualquer ser humano e com esta nunca se transige".

Revista Consultor Jurídico, 1 de junho de 2000, 0h00

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