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Máfia do alvará

Quadrilha falsifica assinaturas de juízes do TRT e saca FGTS

Um grupo de criminosos vem falsificando a assinatura de juízes do trabalho de São Paulo e recebendo o dinheiro proveniente de ações relacionadas ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Fazendo uso de alvarás falsificados e de números fantasmas da OAB, os fraudadores vão às agências bancárias e sacam os valores referentes a depósitos recursais de empresas durante a tramitação de processos trabalhistas.

O alerta foi feito pela juíza corregedora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, Maria Aparecida Pellegrina, que, ao saber das fraudes, informou a direção da Caixa Econômica Federal (CEF), principal alvo dos falsários, como informou o repórter Xico Sá, no jornal Diário Popular.

Em fevereiro deste ano, a corregedora solicitou aos juízes trabalhistas para refazerem seu cartões de autógrafos depositados nas agências bancárias.

Maria Aparecida ainda determinou a exigência do reconhecimento das firmas, em cartório. "Tomamos uma série de providências com o objetivo de evitar novos casos" afirmou a magistrada.

Segundo a Polícia Federal (PF), a falsificação dos alvarás, bem como as assinaturas, são feitos de forma grosseira, contendo, inclusive, erros básicos de acentuação que não ocorreriam em documentos oficiais.

Apesar da constatação, a PF não tem pistas da quadrilha. No entanto, os policiais estão investigando a possibilidade de participação de funcionários da CEF no golpe.

Segundo a polícia, os funcionários poderiam ter informado aos larápios sobre a lista de depósitos recursais de processos relacionados ao FGTS.

Desde o começo do ano, 13 casos de fraudes comprovadas já chegaram a Corregedoria do TRT com quantias variando entre mil e R$ 5 mil.

Revista Consultor Jurídico, 31 de julho de 2000, 0h00

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