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Assassinato no hospital

Salgado Filho: Acusado de matar pacientes continuará preso

O auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, acusado de matar pacientes no hospital carioca Salgado Filho, continuará preso. Esta foi a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Velloso, ao negar pedido de liminar em habeas corpus.

Edson foi preso em flagrante, no início de maio do ano passado, acusado pela morte de quatro pacientes. À época, ele confessou que teria matado cinco pessoas, mas estimava-se que seria o responsável por mais de cem mortes.

Segundo o depoimento do auxiliar, ele aplicava injeções letais (ampolas com 10 ml de cloreto de potássio) ou retirava a máscara de oxigênio dos pacientes para amenizar seu sofrimento.

Os assassinatos seriam realizados em troca de gratificação de funerárias, "indicadas às famílias da vítimas". O advogado de Edson, Arisnaldo de Oliveira Paiva, alegava que existem falhas no processo, referentes ao depoimento de uma testemunha.

No final de setembro de 1999, o advogado tentou obter habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) alegando que o auxiliar confessou os crimes por medo de "desaparecer para sempre", sendo agredido por policiais. O pedido foi negado.

Em dezembro passado, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio cassou o registro profissional do auxiliar. O julgamento de Edson está marcado para fevereiro.

O presidente do STF pediu informações à Justiça fluminense para instruir o julgamento do habeas corpus.

Revista Consultor Jurídico, 13 de janeiro de 2000, 0h00

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