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Rogério perde o passe

Palmeiras pede e Justiça cassa o passe-livre de Rogério

O juiz Benedito José Pinheiro Ribeiro cassou, nesta quarta-feira (30/8), a liminar que o jogador do Palmeiras, Rogério, havia obtido na semana passada liberando-o de compromisso com o clube.

O volante Rogério Fidélis Regis conseguira junto à juiza titular da 26a Vara do Trabalho de São Paulo passe-livre para transferir-se para outro time.

O Palmeiras havia fixado o passe em R$ 8,6 milhões, uma quantia considerada exorbitante e que impedia a negociação do jogador com o Corínthians, com quem Rogério vinha mantendo conversações.

Os problemas começaram quando o Palmeiras, depois de terminar a parceria com a Parmalat, decidiu rever todos seus contratos, estabelecendo um teto de R$ 30 mil para todos os jogadores.

No entanto, para dificultar a saída do atleta, elevou-se o valor do passe. O clube deveria apresentar a proposta de renovação no período dos trinta dias antes do vencimento do contrato e não o fez.

O advogado de Rogério, Heraldo Panhoca, invocando o descumprimento da regra, pediu e a juíza Silvana Louzada Lamatina Cecílica concedeu a liminar que dava passe-livre ao jogador.

A Sociedade Esportiva Palmeiras ingressou com mandado de segurança contra a liminar. Em seu despacho, o juiz relator Benedito José Pinheiro Ribeiro afirmou que “por vislumbrar fumus bonis iuris e periculum in mora, alicerces da concessão da liminar, defiro-a para sustar os atos impugnados, até ulterior deliberação deste relator, que poderá ser adotada após as informações da douta autoridade indicada como coatora ou com o julgamento do mandamus”.

Isso significa que o juiz achou que tinha sentido o pedido do clube, que, mantida a liminar, haveria risco de prejuízo irrecuperável mas, que, depois que a juíza apresentar mais informações para justificar sua decisão, ele poderá rever sua decisão.

Enquanto isso, o Ministério Público do Trabalho está examinando a acusação de que o Clube dos 13 estaria mantendo “lista negra” para que todos os jogadores que recorrem à Justiça do Trabalho não sejam contratados por ninguém.

Revista Consultor Jurídico, 30 de agosto de 2000, 0h00

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