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Advogado golpista

Golpista preso ao tentar sacar dinheiro alheio é um advogado

Um dos golpistas presos ao tentar sacar R$ 155 mil, provenientes de um depósito recursal do qual não era parte, é um advogado, conforme publicou o jornal Diário Popular.

Jorge Souza Bonfim e a cabeleireira Denize Aparecida de Souza foram presos em flagrante, nesta quarta-feira (16/8), em uma agência do Banco do Brasil (BB).

A cabeleireira, utilizando uma carteira de identidade e um alvará da Justiça do Trabalho falsos, tentou sacar o dinheiro referente a uma ação trabalhista movida por Neide de Moura Vasconcelos contra a Empesca Construções Navais Pesca e Exportação.

O processo, que ainda está em fase de recurso, tramita na 57ª Vara Trabalhista. O alvará falso continha imitações das assinaturas da juíza Susete Mendes Barbosa de Azevedo e da diretora da 57ª Vara, Alice Lopes Pinheiro.

Denize já havia conseguido sacar R$ 2 mil e transferir R$ 153 mil para a uma conta corrente - no Rio Grande do Sul - em nome de Manoel Plácido de Souza quando a gerência do banco percebeu o golpe e suspendeu a transação.

A polícia foi acionada e prendeu a dupla na porta do banco conduzindo-os ao 3º Distrito Policial da capital paulista.

Segundo o delegado assistente Antônio Carlos Araújo, que autuou os acusados por estelionato, a cabeleireira também irá responder por uso de documento falso e falsidade ideológica.

O delegado ainda informou que Bonfim, cujo registro na OAB é do Acre, tem antecedentes relacionados a receptação, peculato, concussão e falsificação. Denize tem registros, em sua folha corrida, de tráfico, roubo, furto e estelionato.

Falando à revista Consultor Jurídico, o corregedor do Tribunal de Ética da OAB-SP, Raul Haidar, informou que o caso de Bonfim já está sendo analisado.

No entanto, segundo Haidar, para que a OAB paulista tome providências, será necessário averiguar se o acusado advogou em SP e se já teve alguma condenação contra ele na Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 17 de agosto de 2000, 0h00

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