Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Mortes no Salgado Filho

Auxiliar acusado por mortes no Salgado Filho continuará preso

Acusado de matar pacientes em seu plantão no Hospital Salgado Filho, no Rio de Janeiro, o auxiliar de enfermagem Edson Isidoro Guimarães, continuará preso. O Superior Tribunal de Justiça negou o seu pedido de habeas corpus.

Isidoro Guimarães foi preso em flagrante, no início de maio, acusado pela morte de quatro pacientes. À época, ele confessou que teria matado cinco pessoas, mas estimava-se que seria o responsável pela morte de mais de cem pacientes.

Guimarães contou, em depoimento e em diversas entrevista à imprensa, que aplicava injeções letais (ampolas com 10 ml de cloreto de potássio) ou retirava a máscara de oxigênio dos pacientes para amenizar seu sofrimento. Também foi levantada a hipótese que o auxiliar estaria recebendo dinheiro de funerárias para praticar os crimes.

Segundo a defesa de Guimarães, o flagrante foi preparado, já que tudo partiu de uma reunião com autoridades policiais na véspera de sua prisão. Alega também que o auxiliar confessou os crimes por medo de "desaparecer para sempre", sendo agredido por policiais.

O advogado pleiteava o relaxamento de sua prisão, alegando também a nulidade do depoimento de Cátia Rodrigues - que o havia acusado perante as autoridades - na primeira audiência. Ele afirmava que o juiz teria apenas lido o depoimento prestado na delegacia para que ela negasse ou confirmasse.

O relator do processo, ministro Edson Vidigal, acolheu o parecer do Ministério Público Federal, que considerou o depoimento de Cátia válido, pois o que a lei proíbe é que a testemunha o leve por escrito.

Quanto ao flagrante, o parecer afirmou ter havido tão somente uma situação de vigilância para verificar as suspeitas de que o auxiliar de enfermagem era o responsável pelas mortes que vinham ocorrendo no hospital exatamente no seu horário de trabalho (HC 10.385).

Revista Consultor Jurídico, 28 de setembro de 1999, 0h00

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 06/10/1999.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.