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Juízes reagem

Juízes realizam dia de protesto com manifestações em todo país

Declarada "Dia Nacional de Mobilização e Protesto da Magistratura", esta quinta-feira (4/11) teve manifestações em todo o país.

Em ato realizado no Rio de Janeiro, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, deu o tom, afirmando que o governo brasileiro está mais preocupado em atender os interesses do Fundo Monetário Internacional (FMI), que com os interesses do país.

O presidente da AMB insinuou haver especial interesse em prejudicar o Judiciário, ao lembrar que os salários dos juízes encontram-se congelados há cinco anos, "enquanto 120 carreiras estratégicas para os interesses políticos do governo receberam reajustes de até 800%, desde o lançamento do Plano Real".

O líder classista classificou como inadmissível o fato de alguns juízes receberem menos que serventuários, peritos ou delegados de polícia.

Na próxima terça-feira, o conselho de representantes da AMB terá audiência em Brasília com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Carlos Velloso. O encontro será para discutir os resultados do movimento da categoria.

Manifestações eloqüentes se verificaram em diferentes pontos do país. O desembargador Martinho Campos, presidente da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça fluminense, na abertura da sessão do órgão pediu ao Congresso e às Assembléias Legislativas que resistam em defesa do Judiciário.

Segundo o desembargador, a intenção do governo é "colocar de cócoras os juízes, acenando-lhes para um futuro de miséria". As declarações do desembargador foram aprovadas por unanimidade pela Câmara e teve a adesão do Ministério Público.

Um dos maiores destaques do debate que foi realizado na Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amarej) foi o presidente do Instituto dos Advogados do Brasil, juiz aposentado João Luiz Duboc Pinaud. Ele conclamou os participantes a se dedicarem à pornografia, assim como ele vem fazendo.

Diante da platéia chocada, Pinaud esclareceu que "só assim não passará despercebido nenhuma das publicações dos atos do governo federal". O presentes foram ao delírio.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 1999, 0h00

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