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Caso Igor

Promotor acusado de matar esposa grávida não era pai do bebê

O resultado do exame de DNA requerido pela defesa do promotor de Justiça Igor Ferreira da Silva deu resultado negativo. O promotor é acusado de assassinar a tiros sua mulher Patrícia Aggio Longo, grávida de 7 meses, em 4 de junho do ano passado.

À época do ocorrido, cogitou-se que Silva teria matado sua mulher porque não seria o pai do bebê que ela esperava. Os advogados pretendiam usar o exame na defesa do acusado. No entanto, o resultado do exame comprovou que o promotor não era o pai do bebê.

Segundo a o diagnóstico, "fragmentos ósseos de Patrícia e do natimorto, assim como o sangue periférico de Igor foram submetidos à extração, amplificação e comparação de perfis genéticos pelo DNA no Centro de Análises Clínicas e Toxicológicas do Laboratório de Biologia Molecular Aplicado ao Diagnóstico da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, resultando, na conclusão da análise, exclusão da paternidade de Igor Ferreira da Silva sobre o natimorto de Patrícia".

Silva alegava que na noite do crime teria sido assaltado no caminho de volta para sua casa, em Atibaia (SP). O ladrão teria levado o carro e sua esposa, e mandado o promotor correr. Silva foi até o posto da Polícia Rodoviária Federal pedir ajuda. Horas mais tarde, o carro foi encontrado com o corpo de sua mulher.

O promotor chegou a permanecer preso a pedido da Procuradoria-Geral da Justiça. A prisão foi requerida porque dois irmãos de Igor, os advogados Eger e Iudi, teriam oferecido R$ 5 mil a um preso de Guarulhos, João Genivaldo Ramos, para que ele assumisse a autoria da morte de Patrícia.

A Procuradoria-Geral acreditava que o acusado poderia intimidar as testemunhas de acusação arroladas no caso. O Ministério Público disse que só vai se manifestar após a análise do resultado do exame.

Revista Consultor Jurídico, 14 de junho de 1999, 0h00

Comentários de leitores

1 comentário

Neste mundo porco que estamos vevendo, mata-se ...

Helena Fausta (Bacharel - Civil)

Neste mundo porco que estamos vevendo, mata-se duas pessoas por nada e depois a humilhação, a perícia deveria deixar que o criminoso observe a autópsia, para que não se esqueça do seu ato, ja que as penas, são para quem está vivo.

Comentários encerrados em 22/06/1999.
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