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Marta quer Erundina como vice

Marta quer Erundina como vice

O presidente do PT, José Dirceu, reúne-se amanhã (terça, 28/12), com o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PDT). Na pauta do encontro estão as coligações que os dois partidos poderão definir em todo o país.

Segunda colocada nas preferências do eleitorado fluminense, Benedita da Silva, do PT, pode vencer se tiver o apoio decidido do PDT. Benedita é vice-governadora de Garotinho, mas as relações entre os dois partidos são ruins no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, a candidata mais cotada para a prefeitura, Marta Suplicy (PT), já se reuniu com o deputado federal José Roberto Batochio (PDT-SP) e com o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola para pedir o apoio do partido à candidatura petista.

No horizonte de Batochio, que foi presidente da OAB paulista e do Conselho Federal da entidade há a alternativa de ser candidato a prefeito pelo PDT e a de sair como vice de Marta Suplicy.

Do ponto de vista do PT, contudo, a coligação prioritária é com o PSB de Luiza Erundina. Juntas, pelas últimas pesquisas, as candidatas teriam chances de vencer logo no primeiro turno. Pelo levantamento do Instituto Vox Populi, Marta teria 42% da preferência do eleitorado e Erundina, 12%. Pela pesquisa Datafolha, mais recente, Marta detém 31% e Erundina 16% das preferências.

O problema da união com o PSB é que Erundina não se mostra disposta a ser vice. A aliança com o PDT pode ajudar nos entendimentos em outros Estados, mas, na capital paulista, a legenda não atrai votos. Na eleição passada, último colocado na relação de eleitos, Batochio teve cerca de 40 mil votos. O ex-presidente da OAB não tem sequer o apoio da entidade que presidiu.

Nessa condição, o advogado criminal poderá lançar sua própria candidatura, sem chance de se eleger, mas tornando seu nome mais conhecido entre os eleitores. A segunda alternativa seria a de apoiar Marta Suplicy e participar do governo municipal, caso o PT vença.

Revista Consultor Jurídico, 27 de dezembro de 1999, 0h00

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