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Maluf vai à forra

Maluf promove enxurrada de processos contra falsas acusações

O ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, vai processar os delegados Naief Saad Neto e Romeu Tuma Jr., o promotor de Justiça José Carlos Blat, o vereador paulistano José Eduardo Martins Cardoso (PT), a mãe da menor P.S.R.O. Silvana Rocha, e Silvio Rocha, ex-cabo eleitoral de Maluf e pai de Silvana.

Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (17/12) em seu escritório político da Avenida Europa, em São Paulo, o presidente nacional do PPB afirmou que vai entrar com seis processos na área cível, todos pedindo indenização por danos morais e uma representação criminal com quatro réus.

No caso dos delegados e do promotor, as ações também terão como réu o governo de São Paulo. A representação criminal será impetrada contra Tuma, Blat, Saad Neto e o vereador petista.

O motivo dos processos foi a divulgação, em sessão pública da CPI da máfia dos fiscais, de uma fita contendo depoimento de Rocha, onde ele acusava o ex-prefeito de ter tido uma relação extraconjugal com Silvana.

Na área cível, o ex-prefeito será representado pelo advogado Ricardo Tosto e na área criminal por José Roberto Leal. Eles ainda estudam a possibilidade de processar o governador Mario Covas. Maluf afirmou que doará os valores que pretende ganhar para a Santa Casa de Misericórdia.

Um ano antes da CPI, o ex-cabo eleitoral teria prestado dois depoimentos ao Ministério Público fazendo as mesmas acusações no primeiro e retirando-as no segundo.

Para os advogados, a fita exibida juntamente com cópias do primeiro depoimento, chegaram a CPI através do promotor que não teria guardado sigilo das informações que obteve em razão de sua posição.

O advogado Ricardo Tosto afirmou que "a condenação a esse tipo de prática é uma imposição do Estado Democrático de Direito".

O pepebista também afirmou que vai contratar uma das maiores empresas de investigação na Internet do mundo, a Kroll, para descobrir quem divulgou, em um site pirata, a informação de que ele teria uma filha fora do casamento.

Fazendo referência às eleições presidenciais de 1989, Maluf disse que os processos serão impetrados para "tentar acabar com esse tipo de injustiça no Brasil, como a que foi feita no debate entre Collor e Lula, que mesmo sendo verdade não deveria ser usado nas campanhas eleitorais".

Sem citar nomes, Maluf afirmou que "mesmo entre tucanos de alta linhagem, sabemos que há casos de filhos fora do casamento", mas que ele não usou e jamais utilizará esses casos como arma eleitoral.

Maluf desabafou: "Neste caso eu consegui fazer o DNA da mentira, cientificamente. Mas houve outras acusações em que não tive a mesma oportunidade".

Em abril, Maluf entrou na Justiça. Depois que a menor, a mãe e o ex-prefeito foram submetidos a exame de DNA, ficou comprovado que as acusações eram infundadas.

Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 1999, 0h00

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