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A segurança no mundo virtual

A segurança no mundo virtual

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O ano 2.000 está batendo às nossas portas. As transformações por que passamos ultimamente são vertiginosas. A época é da informação imediata, sem fronteiras e se destaca quem sabe melhor usar a tecnologia. A Internet deixou de ser o futuro virando o presente. Recente levantamento feito pela Computer Industry Almanac revela que 147 milhões de pessoas estão conectadas à rede mundial de computadores. Um crescimento de 240 % em relação a janeiro de 96. Espera-se que no ano 2.000 os internautas sejam 320 milhões e cinco anos depois 720 milhões. O Brasil ainda não aparece na relação dos 15 principais centros. Está em 17º, com 2,5 milhões de navegadores, responsáveis pelo envio de aproximadamente 1 milhão de e-mails por dia. Nos Estados Unidos são 68 milhões de pessoas navegando diariamente.

Atualmente usa-se a Internet para tudo: trabalho, compra, venda, pesquisa, correio, estudo, namoro, consulta, enfim, não há limite de serviço prestado pela rede para o seu usuário que, no conforto de sua casa ou escritório, pode navegar por onde e bem desejar, anonimamente ou não. Os benefícios para a população são inúmeros e cada vez maiores. A prefeitura de Ribeirão Preto (SP) passou a oferecer via Internet um novo serviço à comunidade: sem enfrentar fila e burocracia, o morador da cidade pode solicitar a emissão de uma série de documentos como, por exemplo, a certidão negativa do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A entrega da declaração do Imposto de Renda pela Internet facilitou em muito a vida do contribuinte.

Mas nada é perfeito, aliás como tudo no mundo. A começar pelo próprio ser humano. Junto com todo esse progresso, caminha a pirataria de software. Recentemente a ABES - Associação Brasileira das Empresas de Software - divulgou o novo índice de pirataria de programas de computador no país: 61%, o que significa uma queda de 7% em relação ao índice de 1997. Mas, francamente, não dá para comemorar pois significa que para cada dez cópias de softwares utilizadas, seis são ilegais. Índice altíssimo se comparado a outros países, como os Estados Unidos, onde a pirataria atinge a 27%. As perdas das empresas de software são incalculáveis.

Há ainda os hackers, que usam e abusam de sua ilegalidade protegidos pela Justiça, ainda ineficiente nas questões jurídicas relacionadas ao mundo virtual. Esses piratas penetram ilegalmente nos sistemas dos computadores alheios, alterando configurações, roubando informações valiosas e são cada vez mais numerosos, inclusive no Brasil. Dados da American Eletronics Association dão conta que o prejuízo das empresas americanas com a ação dos hackers chega a U$ 1 bilhão. Nos Estados Unidos 30% das falências acontecem por desonestidade e quem quebra a segurança nas empresas são (70% dos casos) gerentes ou empregados. Os hackers infectam ainda os computadores com vírus incríveis, como os recentes Melissa, Papa e Happy.

Depois da porta arrombada, as firmas começam a se proteger. Estudo atual do Warroom Research, com sede em Annapolis, Maryland, mostra que 102 companhias (326%) das 320 pesquisadas já instalaram softwares contra-ofensivos, uma das modalidade de proteção utilizadas pelas consultorias de segurança.

Senhas, códigos e dados privados evidentemente são ultra confidenciais mas, ainda assim, insuficientes para proteger os computadores. A dura realidade é que essa proteção, infelizmente, ainda não existe. Há no mercado vários softwares específicos de proteção nos quais você pode confiar apenas parcialmente. Embora sejam poderosos, possuindo milhares algoritimos de criptografia, eles ainda são vulneráveis à ação dos hackers.

 é jornalista e diretor da NewsPres.

Revista Consultor Jurídico, 30 de abril de 1999, 0h00

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